sexta-feira, 10 de abril de 2015

Simples


SIMPLES

Tive tanto medo que adiei a vida,
e a falta de coragem me podava as asas da liberdade,
e me prendia os pés pra que eu não corresse,
e me congelava o coração para que eu não vivesse.

Aí, uma força foi maior que o receio que me atormentava,
força tamanha capaz de me abrir os olhos,
e destravar meus medos e abrir os braços
me fez capaz de viver em sonho,
e fez verão no meu peito.

e no momento de um olhar,
e na aflição da paixão,
e na calma do amor,
me fiz nova e capaz,
de viver de novo,

Daí sabe aqueles dias,
aqueles de correr no parque com o cachorro,
ou tomar sorvete e se lambuzar,
brincar na possa d´água na chuva,
ou ficar nadando no mar de barriga pra cima só olhando o céu azulzinho
é tudo isso oque sinto quando estou com meu amor,
mesmo nos dias cinzentos e frios,
mesmo quando não há sorvete, nem parque, nem cachorro,
mesmo que haja somente nós dois,
qualquer cena fica perfeita
qualquer cenário vira o paraíso.

Por: Larissa Maria Alves dos Santos  (Mar - 2004 )

Impossibilidade

Viver assim num passado tão presente
Viver essa impossibilidade
toda essa negação
estar tão vazio e ao mesmo tempo cheio
desta coisa, deste sentimento
que não cansa de atormentar
que me invade, que me bloqueia
que me inspira, que...

Já não sei mais se é eterno
Eu, que de tão incrédula de que houvesse
esse tal amor total, ilimitado, infinito tal como esse que sinto
que procuro você em todos os rostoss
em todos os jeitos, em todos os corpos
Eu que me divirto com as nossas lembranças
que amo nossas lembranças
que foi o que de nós sobrou

E mesmo assim
eu procuro nesses momentos passados
e neles você me encontra
e eu encontro você
e de tantos encontros e retornos,
de tantas voltas da vida, nos perdemos!
Nos perdemos da fé de uma volta,
da esperança de um reencontro,
Nos perdemos na vontade
Na saudade,
No destino...
... em sermos sós, sendo um do outro!

Larissa Maria Alves dos Santos - Out/2002


Chuva

Entre suspiros e sussurros escondo esse amor
entre os risos e amores, escondo uma saudade
entre músicas e dança
disfarço, omito e renuncio

Não sei dizer o que sinto agora,
Não sei quais palavras escrever
Tudo o que sei é que sinto,
e que pressinto,
ser pra sempre esse meu querer

Quando passar por mim amor,
E seu peito estremecer,
finja que nada acontece,
Finja que não me conhece
para que meus olhos não percebam o amor que ainda há em você

Estamos conectados, marcados,
Uma harmonia, afinidade, nuvem e sonho
Lembrança do que não aconteceu,
e que insiste habitar aqui no meu peito

E o tempo amor,
às vezes é vilão
ele passa, passa
e deixa triste um coração. ..
Saudade de vc !

Larissa Maria Alves dos Santos - Nov/2003

Coração

Silencioso, sombrio, surdo
seja lá como for,
já bem sei,
já não ouço palavra nenhuma, nem gemidos
nem me incomoda
parece que não está aqui

Queria eu que ele sofresse um atentado,
desses que fazem estrondo,
que deixam marcas, sangue e choro,
ou desses que fazem alegria
como num espetáculo,
lindo artifício,
da arte de quem sabe amar,

Então, quem sabe assim,
esse pedacinho que deixaram pra mim,
Dos tantos que já me levaram
acorde e comece a bater um pouco,
eta coração cansado de apanhar!

Larissa M.Alves dos Santos - fev/2003

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sei

Não sei o que é em mim
Por que o verbo mudou, passou do estar ao ser
Tudo tão calmo que nem barulho faz
Tudo tão feliz que só escuto paz
Não sei dizer quantas vezes a Deus pedi                                                
Pra chegar a ser assim,
tudo  tão calmo que nem quando as tormentas chegam,
Nem assim a paz de mim sai.

Nem sei dizer o que sinto
O nome é felicidade, acredito
Por que tudo o que sinto é bom e tranquilo
Tudo é feliz, tudo tem seu nome escrito

Não sei dizer mais o que sou
Acho que sou o que sempre quis ser
Até se superou este tal ser
Por que agora não sou só eu, tenho você.

Nem sei dizer o que vivi antes
Sei só o bem que você me faz
E me faz completa e me faz capaz
De ser tudo o que quero ser
E ter tudo, e ganhar o mundo
Nos caminhos que a gente faz!

Por: Larissa Maria Alves dos Santos 03/03/2015

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Palavras não ditas

Falta aqui dizer tudo o que está preso
Falta libertar essas memórias que tornaram se feras
Falta dizer o que eu queria e que o medo sufocou

Falta parar de esquecer
Por que só se esforça pra esquecer quem não dá trégua pra memória
Falta o tempo voltar naquele fevereiro
Faltou
Faltou desenharmos o caminho
Faltou seguirmos juntos quando a estrada se dividiu
Falta ... falta ainda...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Diferente

Eu gosto da sua diferença,
uma diferença igual a minha,
fato de ser mil em um a cada momento,
eu gosto da surpresa de me ver em você mesmo quando menos quero
por que você é o reflexo do meu espelho, não é isso que diz?

Eu gosto do que vejo,
do que sou quando estamos perto
sou eu inteira, não pela metade,
e por esse ser, inteiro e criança, eu gosto de você

e você com essa teimosia desvairada,
aviso: será impossível não se dobrar,
por que gosta da parte que sou,
e do inteiro que você é quando está comigo,
desastroso seria envergonhar-se de tal jeito,
querer parecer tal qual a maioria.

Pecado seria distanciar-se do inusitado, do incompreensível e do interessante,
despir-se da chance de viver gostos só para agradar a massa,
a você que enxerga a vida não como algo que passa,
então, não nos livremos da massa,
visto que ela também faz parte de nós,
mas também, não nos esqueçamos aquilo que nos faz diferentes,
não desprezemos em nós, aquilo que nos faz únicos.